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CARTA DO PRESIDENTE
Rolim Adolfo Amaro |
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| Prezado Amigo, Uma empresa de serviços precisa de um líder. Um líder que estabeleça rumos, que defenda padrões éticos e a filosofia da empresa., que faça exigências às suas equipes e, sobretudo, que cobre resultados e a execução das tarefas. O presidente de uma empresa que não renovar continuamente os seus objetivos, não merece ocupar esse cargo. Eu, por exemplo, trabalho em uma área cuja exigência de gestão vai aos limites do desafio humano. Os problemas nunca começam quando o avião decola ou terminam quando ele chega; ao contrário, renovam-se constantemente pois o desafio diário é oferecer um produto no atacado e saber que ele vai ser consumido no varejo, um a um, a cada assento disponível nos aviões. A própria natureza da concessão e prestação de serviço ao público, nos é fornecida em caráter precário, fato que permite uma grande interferência dos poderes controladores no cotidiano de uma empresa aérea, levando-nos a gastar precioso tempo do nosso dia a dia, o que não ocorre em outros setores com tanta intensidade. A condição básica desse negócio, que é a exigência de capital intensivo, também faz com que tenhamos de nos mover permanentemente para buscar, dentro e fora do país, o capital que falta para alavancar o funcionamento da empresa. Nesse setor, portanto, credibilidade é fator vital. Tenho como norma pessoal questionar-me, seguidamente, se estou realizando com competência o trabalho que me cabe na direção da empresa. A resposta é percebida pelo grau de entusiasmo com que as equipes reagem quando lhes peço para ajudar-me na busca de um novo desafio. Se a reação for positiva, cheia de entusiasmo, significa que estamos no caminho certo. Quando nós aceitamos, com tranqüilidade, as nossas limitações e pedimos aos outros para ajudar-nos a renovar os desafios e vencê-los, reafirmamos a nossa condição de líder. Os homens, no meu ponto de vista, renovam a motivação no seu trabalho quando os desafios forem realizáveis, claros e diretos. Por essa razão, procuro estar sempre em contato com as equipes e com os milhares de clientes e, afinal, com todos os que se relacionam com as atividades da empresa. Não compartilho com aquela categoria de gerentes que estabelecem exigências muito superiores à capacidade das pessoas de alcançá-los e com isso procuram apenas esconder as suas próprias limitações. Mas o líder de uma empresa não deve hesitar um só momento em radicalizar o discurso quando ele for necessário; desembainhar a espada, quando o momento exigir, sem nenhum medo de ser julgado radical, pois, de fato, o que garante a sua legitimidade é a sua convicção pessoal de que a defesa da empresa e da sua perenidade deve ser sempre tenazmente perseguida. Por isso, não devemos vacilar quando estivermos convictos. Penso que assumir a responsabilidade de dirigir uma corporação é assumir o dever de agir, corajosamente, com base naquilo que consideramos justo. Devemos para isso suplantar os interesses individuais e considerar os supremos interesses da empresa e, por extensão, os da sociedade. Sem essa convicção não creio que seja possível vencer os obstáculos. |
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Carta do Presidente, Julho'99 (distribuída entre os passageiros) |
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