10. SUSCETIBILIDADE À EROSÃO DAS TERRAS E POTENCIALIDADE À IRRIGAÇÃO
O município de Palmeira d’Oeste situa-se na subclasse Ia da classe Muita Alta Suscetibilidade à Erosão (IPT, 1995), que se caracteriza geologicamente pelo predomínio de arenitos da Formação Adamantina do Grupo Bauru (Bacia do Paraná), geomorfologicamente por relevo ondulado de colinas médias e, pedologicamente, pela ocorrência de Podzólico Vermelho amarelo, textura arenosa/média. Tais características podem levar ao desenvolvimento de voçorocas de drenagem, voçorocas de encostas, ravinas, sulcos freqüentes e erosão laminar intensa. A conseqüência imediata destes processos são os assoreamentos dos cursos d’água e, logicamente, a escassez dos recursos hídricos. Logo, um plano de conservação do solo se faz necessário, a fim de permitir o uso intensivo das terras com a agricultura irrigada, a fim de adequar o uso à preservação dos recursos naturais solo e água. 
Isto posto, este trabalho se preocupou também com os aspectos conceituais do processo de erosão.
 

10.1. Erosão: Conceitos Gerais
A erosão é o processo de desagregação e remoção das partículas sólidas do solo ou de fragmentos e partículas de rochas, devido à ação combinada da gravidade com a água, o gelo e/ou os organismos vivos (plantas e animais). A superfície da terra é coberta por solos, que são formados por um processo permanente de alteração das rochas e transformação pedogenética comandados por agentes físicos, químicos e orgânicos. Este processo, que se deu ao longo de centenas de anos, é contrabalançado pela erosão, causando a remoção das partículas constituintes do solo. Neste quadro de equilíbrio na natureza, entre os processos de formação e remoção dos solos, a erosão é considerada erosão normal. Entretanto, este equilíbrio pode ser rompido pela intensificação da erosão. Nesta situação, os processos de formação do solo não conseguem superar os processos de degradação, e a erosão é considerada erosão acelerada. Se ela for desencadeada por alterações das condições geológicas ou climáticas, ocorre ao longo de milhares de anos. No entanto, a erosão acelerada provocada pelo homem ocorre em poucos anos: é a erosão antrópica; extremamente prejudicial ao meio ambiente.
A erosão antrópica pode ser de três tipos: laminar; em sulcos e/ou ravinas; ou por voçorocas. Erosão laminar é o processo de lavagem da superfície do terreno com transporte das partículas sólidas do solo. Inicia-se com a desagregação destas partículas pela energia das gotas de chuva. Estando livres, são facilmente carreadas pelo escoamento superficial da água, formado pelo ajuntamento das gotas de chuva que caem sobre a superfície do terreno. No caso da erosão laminar, o escoamento superficial distribui-se homogeneamente pelo terreno. Quando há concentração do escoamento superficial, as gotas de chuva juntam-se num volume grande de água formando as enxurradas, que por apresentarem alta energia de transporte, geram sulcos no terreno ou até ravinas. Estas ravinas podem aprofundar-se até encontrar o nível freático. A partir deste momento, configura-se a voçoroca.
A voçoroca é o estágio mais avançado e complexo de erosão (ver Fotos 60 a 62), cujo poder destrutivo local é superior ao das outras formas de erosão, e portanto, de mais difícil contenção. Além da erosão superficial, associa-se um processo de erosão interna (“piping”) provocada pela concentração de água do nível freático, que se caracteriza pelo avanço para o interior do solo na forma de tubos (“entubamento”). Os vazios destes tubos, ao se tornarem significativos, originam colapsos do terreno, com desabamentos que alargam a voçoroca ou criam novos ramos. Durante os processos de erosão interna, ocorrem os descalçamentos e solapamentos da base das paredes da voçoroca, provocando desmoronamentos e escorregamentos de solos.
Assim, o controle do processo erosivo, durante a sua fase “primária”, ou seja enquanto erosão laminar, é fundamental quando se deseja utilizar a terra, seja para fins agrícolas, urbanos, industriais, lazer, reservatórios, etc. Tal controle deve ter como princípio minimizar o impacto das gotas das chuvas e a energia da água no processo de escoamento superficial. Senão, pode-se gerar a voçoroca, a forma de erosão de elevado poder destrutivo. Suas dimensões podem atingir até dezenas de metros de largura e profundidade, com várias centenas de metros de comprimento. A tais dimensões, alia-se grandes velocidades de avanço. A rápida evolução de seus ramos ativos podem atingir edificações, estradas e obras públicas.
As causas da erosão acelerada são função de fatores antrópicos e naturais. Como fatores antrópicos têm-se o uso e ocupação irracional do solo: desmatamentos, cultivos inadequados, estradas mal planejadas, expansão urbana desordenada. Sobre este cenário “catastrófico” formado pela ação antrópica, atuarão os fatores naturais chuva, relevo, solos, rocha e vegetação, que controlarão a intensidade do processo erosivo. Enfim, as principais conseqüências da erosão acelerada são a destruição de terras cultiváveis, de equipamentos urbanos e obras civis, e o assoreamento de reservatórios e cursos d’água.
 

10.2. A Erodibilidade dos Solos na Área de Estudo
A erodibilidade do solo pode ser entendida como sendo a suscetibilidade à erosão devida às propriedades do próprio solo. Trata-se de um parâmetro importante na previsão da erosão e planejamento do uso da terra. Depende principalmente da capacidade de infiltração de água no solo, da resistência ao desprendimento e transporte das partículas sólidas do solo pelo escoamento superficial.
Boyoucos (1935) relacionou a erodibilidade ao tamanho das partículas sólidas e à estabilidade dos agregados do solo. Assim, a erodibilidade tende a aumentar quando os teores de areia muito fina e silte são elevados, e a diminuir, com a elevação dos teores de argila e matéria orgânica (Wischmeier e Smith, 1958). As argilas comportam-se como elemento agregante do solo, devido à sua alta atividade eletro-química. A areia é transportada com dificuldade devido ao seu peso. Por outro lado, o silte é a porção textural mais suscetível aos agentes erosivos, pois não possui nem a característica agregante da argila, nem o peso da areia.
Considerando somente a granulometria, Rezende e Rezende (1983) citam que o solo será mais resistente à erosão quanto melhor for a combinação dos fatores condutividade hidráulica e estabilidade dos agregados. No entanto, estas propriedades têm efeitos inversamente proporcionais, pois solos menos coerentes são os que apresentam maior taxa de infiltração, e vice-versa. Isto é, se deve à distribuição dos tamanhos dos poros do solo. Nos solos pouco coerentes, como os de textura arenosa, há uma grande quantidade de macroporos (poros maiores que 50 mm), os quais são responsáveis pela infiltração da água no perfil do solo. Nos solos coerentes, de textura argilosa, há alta quantidade de microporos, favorecendo a retenção e armazenagem de água no solo. Nota-se porém, que o arranjo interagregado de solos argilosos favorece a manutenção de altos valores de condutividade hidráulica e a alta resistência à erosão, como é o caso do Latossolo Roxo.
A análise da erodibilidade dos solos que predominam nas Bacias Hidrográficas dos Córregos Sucuri, Bacuri e Macumã baseou-se na Razão Textural (equação 1), proposta por Bertoni (1978), e no Índice de Boyoucos Modificado (1989), expressos a seguir:

Razão textural = Média da porcentagem de argilas no Horizonte B (excluindo B3) .....(1)
                                Média da porcentagem de argilas de todo Horizonte A 

Índice de Boyoucos  =  % de areia  +  % de silte .................................................(2)
                                                % de argila 

No Quadro 29 são apresentados os valores dos índices de erodibilidade para os perfis representativos dos solos que predominam nas bacias hidrográficas estudadas.
 

10.3. A Resistência dos Solos à Erosão na Área de Estudo
A análise dos solos quanto a suscetibilidade à erosão baseou-se em metodologia citada por Betolini et al (1994) que enquadra os solos em 4 (quatro) grupos de resistência à erosão, levando-se em consideração a profundidade, a permeabilidade e a textura das camadas superficial e subsuperficial, as quais correspondem aos principais atributos que influenciam na erodibilidade e a infiltração da água no perfil do solo. Esta classificação, apresentada no Quadro 30, permite a definição de uma série de decisões para a implantação de práticas mecânicas de conservação do solo.
O Grupo A corresponde a solos com alta taxa de infiltração, mesmo quando saturados, e com alto grau de resistência e tolerância à erosão. São normalmente profundos ou muito profundos, porosos, com baixo gradiente textural (relação textural menor que 1,2), de textura média, argilosa ou mesmo muito argilosa. A alta quantidade de macroporosidade em todo o perfil resulta em solos bem drenados a excessivamente drenados. Assim, as permeabilidades das camadas superficial e subsuperficial são rápidas, ou pelo menos moderada na camada superficial e rápida na subsuperficial.
No Grupo B encontram-se solos com moderada taxa de infiltração, mesmo quando saturados, ou com alta taxa de infiltração, mas com moderada resistência e tolerância à erosão. São normalmente profundos, com relação textural entre 1,20 e 1,50. As permeabilidades das camadas superficial e subsuperficial devem ser rápida e moderada ou rápida e rápida, respectivamente.
Os solos do Grupo C apresentam baixa taxa de infiltração, e baixa resistência e tolerância à erosão. São normalmente profundos ou moderadamente profundos, com relação textural maior que 1,5, comumente apresentado mudança textural abrupta. As permeabilidades das camadas superficial e subsuperficial devem ser lenta e moderada, lenta  e rápida ou rápida e moderada, respectivamente.
Finalmente, o Grupo D agrupa solos com taxa de infiltração muito baixa, e com muito baixa resistência e tolerância à erosão. Normalmente são rasos e/ou permeáveis, ou com mudança textural abrupta aliada a argila de alta atividade (Ta) ou ainda com camada de impedimento à infiltração de água (piçarra, fragipã, etc.). Os valores de permeabilidade das camadas superficial e subsuperficial são lenta e lenta ou rápida e lenta, respectivamente.
Os valores das permeabilidades dos horizontes superficiais e subsuperficiais foram determinados através dos ensaios de condutividade hidráulica saturada, conforme metodologia citada em Klute (1986). Este parâmetro foi determinado somente para os Podzólicos, pois predominam em praticamente toda a área estudada (93%).
 
 

QUADRO 29 - Índices de erodibilidade relacionados ao solos predominantes na área.

Classes de Solo
Área
Perfil
Hori-zonte
Granulometria
Relação Textural
Índice de Boyoucos
Km2
%
Areia
Silte
Argila
Vermelho Escuro, textura arenosa/média
70,87
91,9
PO-1
Ap
79
8
13
1,62
6,7
Bt
71
8
21
3,8
PO-2
Ap
81
9
10
2,4
9,0
Bt
70
6
24
3,2
PO-3
Ap
85
4
11
2,09
8,1
Bt
70
7
23
3,3
PO-7
Ap
81
6
13
1,62
6,7
Bt
72
7
21
3,8
PO-8
Ap
78
10
12
1,92
7,3
Bt
68
10
23
3,4
PO-9
Ap
84
6
10
2,0
9,0
Bt
70
10
20
4,0
PO-10
Ap
78
8
14
1,79
6,1
Bt
66
9
25
3,0
PO-13
Ap
81
6
13
1,77
6,7
Bt
71
6
23
3,3
PO-14
Ap
81
6
13
1,92
6,7
Bt
69
6
25
3,0
PO-15
Ap
83
6
11
2,54
8,1
Bt
67
5
28
2,6
PO-16
Ap
77
10
13
2,31
6,7
Bt
63
7
30
2,3
PO-19
Ap
80
6
14
1,71
6,1
Bt
69
7
24
3,2
PO-20
Ap
81
7
12
1,83
7,3
Bt
69
9
22
3,5
Podzólico Vermelho Escuro, textura média/média
PO-5
Ap
71
12
17
1,47
4,9
Bt
65
10
25
3,0
Podzólico Vermelho Amarelo, textura arenosa/média
0,89
1,15
PO-4
Ap
82
7
11
2,0
8,1
Bt
70
8
22
3,5
PO-17
Ap
82
6
12
2,08
7,3
Bt
68
7
25
3,0
PO-18
Ap
78
8
14
1,71
6,1
Bt
72
4
24
3,2
Podzólico Vermelho Amarelo, textura média/média
PO-12
Ap
75
6
19
1,53
4,3
Bt
65
7
29
2,5
Latossolo Vermelho Escuro, textura média
0,69
0,90
PO-11
Ap
76
7
17
1,23
4,9
Bt
73
6
21
3,8
PO-21
Ap
75
8
17
1,29
4,9
Bt
71
7
22
3,5
Bt
74
7
19
4,3

 

QUADRO 30 - Classificação dos solos quanto à resistência à erosão.

GRUPO
Grupo de resistência à erosão
Principais características
Profundidade
Permeabilidade
Textura
Razão textural
Índice K
A
Alto
Muito profundo (> 2m) ou profundo (1 a 2m)
Rápida/rápida

Moderada/rápida

Média/média; Média argilosa/média argilosa; Argilosa/argilosa
< 1,2
1,25
B
Mode-

rado

Profundo (1 a 2m)
Rápida/rápida

Moderada/rápida

Arenosa/arenosa; Arenosa/média; Arenosa/argilosa; Média/argilosa; Argilosa/média argilosa
1,2 a 1,5
1,10
C
Baixo
Profundo (1 a 2m) a moderadamente profundo (0,5 a 1m)
Lenta/rápida

Lenta/moderada

Rápida/moderada

Arenosa/média; Arenosa/argilosa; Média/argilosa; Argilosa/média argilosa
> 1,5
0,90
D
Muito baixo
Moderadamente profundo (0,5 a 1m) a raso (0,25 a 0,50m)
Rápida, moderada ou lenta sobre lenta
Muito variável
Muito variável
0,75

Com base nos índices de erodibilidade (Quadro 29) dos solos que predominam nas bacias hidrográficas estudadas, nos atributos e características dos solos relacionadas aos Grupo de Resistência à Erosão (Quadro 30), nas características físicas e hídricas dos Podzólicos (Quadros 31 e 32), nas descrições morfológicas dos perfis dos solos e nos demais dados do meio físico das bacias hidrográficas dos córregos Sucuri, Bacuri e Macumã, conclui-se que:
· As terras em que predominam os Podzólicos Vermelho Escuro e Vermelho Amarelo, textura arenosa/média e média/média, apresenta baixa resistência à erosão (Grupo C), pois os valores da relação textural são maiores que 1,5. Estas terras ocupam 71,8 km2 ou 93% da área total das Bacias Hidrográficas dos Córregos Sucuri, Bacuri e Macumã. Localmente podem ocorrer Podzólico Vermelho Escuro, textura média/média com relação textural menor que 1,5, isto é, com moderada resistência á erosão (Grupo B).
· O Índice de Boyoucos mostra que tanto os horizontes A e Bt dos podzólicos são erodíveis, pois apresentam valores acima de 1,78, que corresponde ao valor do índice para um solo argiloso (com 36% de argila). Porém, nota-se que os Horizontes A dos Podzólicos apresentam suscetibilidade à erosão muito maior que os seus horizontes subsuperficiais Bt;
· Os Latossolo Vermelho Escuro, textura média estão enquadrados no Grupo B de solos com moderada resistência à erosão, pois apresentam relação textural média igual a 1,26. Porém, apresentam elevados valores de Índice de Boyoucos, o que lhes conferem moderada a alta suscetibilidade aos processos erosivos. Ocupam menos de 1% da área total estudada ou 0,69 km2.

QUADRO 31 - Propriedades físico-hídricas e índices de erodibilidade de Podzólico
vermelho Escuro, A fraco, textura arenosa/média.

P606

Horizonte: Profundidade (cm)

Densidade do Solo (g/cm3)
Granulometria (%)
Razão textural
Índice de Boyoucos
Condutividade Hidráulica Saturada (mm/h)
Areia
Silte
Argila
Ap: 0-30
1,58
84
6
10
1,74
9,0
28,98
Bt/Ap: 30-55
1,59
80
7
13
6,7
16,56
Bt: 55-150+
1,48
70
10
20
4,0
18,22

QUADRO 32 - Propriedades físico-hídricas e índices de erodibilidade de Podzólico
vermelho Escuro, A fraco, textura arenosa/média.

P607

Horizonte: Profundidade (cm)

Densidade do Solo (g/cm3)
Granulometria (%)
Razão textural
Índice de Boyoucos
Condutividade Hidráulica Saturada (mm/h)
Areia
Silte
Argila
Ap: 0-25
1,42
81
7
12
1,76
7,3
110,12
Bt/Ap: 25-50
1,38
79
8
13
6,7
133,31
Bt: 50-150+
1,45
69
9
22
3,5
52,16

10.4. Suscetibilidade à Erosão Laminar
O sistema de Capacidade de Uso tem o propósito de agrupar as terras que se apresentam homogêneas quanto às potencialidades e limitações ao uso agrícola, através de análise integrada do solo, relevo e erosão, resultando em 8 classes. A classe I agrupa as terras que têm nenhuma ou somente muito pequena limitação permanente e risco à degradação, sendo aptas ao uso com culturas anuais, perenes, pastagens, reflorestamentos e vida silvestre. Nas classes subsequentes II, III, IV, V, VI, e VII, a intensidade dos fatores limitantes à utilização para fins agrícolas passa a aumentar, culminando na classe VIII, que agrupa terras impróprias para qualquer tipo de cultivo comercial, devendo ser mantida como área de preservação ambiental. Para cada classe são recomendadas práticas de melhoramento e de conservação do solo. A maior ou menor complexidade destas práticas é definida pela subclasse à qual pertence o solo.
As terras da área estudada apresentam principalmente três fatores limitantes, expressos nas subclasses de Capacidade de Uso da seguinte forma: e, quando existe erosão ou há risco de que ocorra; a, quando há problemas de encharcamento; e s, quando há limitação do solo (Lepsch, 1991).
Assim, a Classificação das Terras no Sistema de Capacidade de Uso tem como base a suscetibilidade dos solos à erosão laminar. Conforme DAEE (1990), o Mapa de Suscetibilidade pode ser obtido pela integração dos Mapas de Erodibilidade e de Declividade, enquanto que o Mapa de Erodibilidade pode ser obtido relacionando-se os solos aos Grupos de Resistência à Erosão definidos por Bertoni (1978).
O Quadro 33 apresenta as Classes de Suscetibilidade à erosão geradas à partir da integração da erodibilidade dos solos e das classes declividades dos terrenos. Às classes de suscetibilidade estão relacionadas as classes de Capacidade de Uso. As classes I, II, III, IV e V correspondem a aqueles solos com muito alta, alta, moderada, baixa e nula suscetibilidade à erosão, respectivamente.
De acordo com o Quadro 33 a subclasse VIe de Capacidade de Uso equivale à classe I de suscetibilidade à erosão; a subclasse IVe de Capacidade de Uso, à classe II de suscetibilidade à erosão ; a subclasse IIIe de Capacidade de Uso, à classe III; as subclasses IIe e IIes, à classe IV; e finalmente, a subclasse Va, à classe V.
 

QUADRO 33 - Classes de suscetibilidade à erosão gerados a partir da integração da resistência dos solos à erosão e da declividade dos terrenos, bem como as correlações com o Sistema de Capacidade de Uso.

Solos
Resistência à erosão
CLASSES DE DECLIVIDADE
A (0-3%)
B (3-6%)
C (6-12%)
D (12-20%)
E (>20%)
CLASSES DE SUSCETIBILIDADE À EROSÃO

(Subclasses de Capacidade de Uso das Terras)

Podzólico Vermelho Escuro, textura arenosa/média
Baixa
IV

(IIes)

III

(IIIe)

II

(IVe)

I

(VIe)

I

(VIe)

Podzólico Vermelho Amarelo, textura arenosa/média
Baixa
-
III

(IIIe)

II

(IVe)

I

(VIe)

I

(VIe)

Latossolo Vermelho Escuro, textura média
Moderado
IV

(IIe)

III

(IIIe)

-
-
 
Hidromórfico
Alta
V

(Va)

V

(Va)

-
-
-

O Quadro 34 apresenta as áreas ocupadas pelas classes de suscetibilidade à erosão predominantes nas bacias hidrográficas estudadas.

QUADRO 34 - Áreas das classes de suscetibilidade à erosão.

Classes de Suscetibilidade à Erosão
Subclasses de Capacidade de Uso
Área (km2)
%
V
Va
4,67
6,06
IV
IIs
0,10
0,13
IV
IIes
3,81
4,94
III
IIIe
38,22
49,56
II
IVe
27,71
35,93
I
VIe
2,61
3,38

Do Quadro 34 nota-se que a maioria das terras das bacias hidrográficas (cerca 50%) apresenta moderada suscetibilidade à erosão (III); correspondem aos Podzólicos Vermelho Escuro e Vermelho Amarelo e Latossolo Vermelho Escuro dispostos em terrenos com declividades entre 3 e 6% (Classe B). As terras com alta suscetibilidade (II) à erosão ocupam 36% da área total estudada, às quais se referem aos Podzólicos Vermelho Escuro e Vermelho Amarelo dispostos em terrenos com declividades entre 6 a 12% (Classe C). 4% dos Podzólicos dispõem-se em declividades maiores que 12%, formando a classe I de suscetibilidade à erosão. Os Podzólicos e o Latossolo dispostos em declividades menores que 3%, bem como os Hidromórficos em relevo de agradação, correspondem às classes IV e V de suscetibilidade à erosão, e ocupam 11% área total estudada.
 

10.5. Mapa de Potencial à Erosão Laminar
Conforme Bertoni e Lombardi (1985), embora alguns solos sejam mais erodíveis que outros, é oportuno lembrar que a quantidade de solo perdida pela erosão que ocorre em dadas condições, é influenciada não somente pelo próprio solo, mas pelo tratamento ou manejo que recebe; um solo pode perder, por exemplo, 200 toneladas por hectare e por ano quando usado com culturas anuais plantados morro abaixo em terreno com grande declividade, enquanto o mesmo solo, com uma pastagem bem planejada, perderia somente alguns quilogramas por hectare. A diferença em erosão causada por diferentes sistemas de manejo para o mesmo solo é muito maior que a diferença de erosão de diferentes solos com o mesmo manejo.
O Mapa de Potencial à Erosão Laminar (Folha 6) representa o risco à erosão laminar a que está sujeita uma gleba de terra quando ocupada e manejada pelo homem, e expressa a discrepância entre o uso e ocupação e a vocação natural da gleba, ou seja, a sua capacidade de uso (IPT, 1990). O confronto entre os Mapas de Capacidade de Uso e de Uso e Ocupação possibilita analisar se as terras estão sendo utilizadas adequadamente, isto é, conforme o seu potencial ao uso agrícola. O produto deste confronto é o Mapa de Potencial à Erosão Laminar.
Assim, as terras das bacias hidrográficas estudadas foram agrupadas nas classes de muito alto (MA), alto (A), moderado (M), baixo (B) e muito baixo (MB) potencial à erosão laminar, conforme apresentado no Quadro 35.
No Quadro 36 apresentam-se as áreas ocupadas por cada classe de risco à erosão, bem como a relação percentual relativo à área total de estudo.

QUADRO 35 - Potencial à erosão laminar.

Sub-classes de capacidade de uso das terras
CLASSES DE OCUPAÇÃO E USO DO SOLO
Culturas anuais, perenes, semi-perenes
Pastagem
Cana de açúcar
Mata
Outros usos
IIe
B
MB
M
MB
A
IIes
B
MB
M
MB
A
IIIe
M
B
A
MB
A
Ive
A
B
A
B
MA
Va
-
B
-
MB
MA
Vie
MA
M
MA
B
MA

QUADRO 36 - Área ocupadas pelas classes de potencial à erosão laminar.

POTENCIAL À EROSÃO LAMINAR
ÁREA
km2
%
Muito baixo
3,82
4,96
Baixo
65,54
85,10
Moderado
6,09
7,91
Alto
1,36
1,77
Muito Alto
0,04
0,06
Espelhos d’água
0,16
0,21

Do Quadro 36 pode-se concluir que a maior parte da área estudada (90%) tem as terras utilizadas de forma adequada à sua capacidade de uso, ou seja, à sua vocação agrícola. Isto se deve ao fato, da maior parte das terras (85%) estarem ocupadas pela pastagem. Porém, essa situação só é válida desde que o estado de conservação e fertilidade dessa pastagem esteja adequado. No caso de pastagens degradadas, o potencial à erosão laminar é acentuado, principalmente nos cruzamentos de trilhas de gado. Nesses locais, há sempre indícios de início de processos de ravinamento, principalmente quando os solos apresentam gradiência textural entre os horizontes A e B.
 

10.6. Aptidão das Terras à Irrigação
A aptidão das terras para uso com agricultura irrigada pode ser determinada através do Sistema de Classificação das Terras para Irrigação proposta pelo “Bureau of Reclamation” dos Estados Unidos da America-USA. Em geral, o sistema de classificação do “Bureau of Reclamation” baseia-se na economia de produção e nos custos de desenvolvimento da terra. Classes de terras similares de projetos diferentes podem ter níveis de retorno econômico diversos. Porém, terras da mesma classe, num projeto específico, devem estar contidas aproximadamente na mesma faixa de retorno econômico, mesmo que as características físicas das terras possam diferir.
Esta metodologia foi adaptada para subsidiar o planejamento de projetos públicos de irrigação brasileiros e, sendo assim, têm como premissa o parcelamento das terras em lotes agrícolas com traçados geométricos definidos e apropriados ao desenvolvimento sócio econômico local. Entretanto, este estudo prevê o estabelecimento de projetos de irrigação em propriedades privadas de pequeno e médio porte, sem a alteração da estrutura fundiária; ou seja, não haverá aplicação de reforma agrária. Os custos dos projetos coletivos ou individuais de irrigação on-farm serão de responsabilidade do agricultor ou do empresário.
Assim, a seleção das áreas para estabelecimento de prováveis projetos de irrigação foi determinada pelo tipo de solo, pela declividade dos terrenos e pelo uso e ocupação atual das terras.
O levantamento de solos e o estudo da declividade permite a classificação das terras no Sistema de Capacidade de Uso (Lepsch, 1991). Esta classificação foi realizada e o Quadro 37 apresenta o resultado desta classificação, bem como a área ocupada por cada subclasse de capacidade de uso.

QUADRO 37 - Resultado da classificação das terras no Sistema de Capacidade de Uso.

Classes e subclasses de Capacidade de Uso
Área (hectares)
%
II
Iis
10
0,13
Iies
381
4,94
III
IIIe
3.822
49,56
IV
Ive
2.771
35,93
V
Va
467
6,06
VI
Vie
261
3,38
TOTAL
7.712
100,00

10.6.1. Relação entre as “Classes de Terras para Irrigação” e as Classes e Subclasses de Capacidade de Uso das Terras.
As classes e subclasses de Capacidade de Uso foram relacionadas às classes de irrigação do “Bureau of Reclamation”, que identificam:
a) as terras aráveis, conforme a aptidão para irrigação;
b) terras não aráveis, isto é, não aptas à irrigação; e
c) terras que merecem um detalhamento de estudo (classe provisória) ou de uso especial.

10.6.1.1. Classe 1 de Terra para Irrigação: equivalente a subclasse IIs e IIes de Capacidade de Uso
São as mais aptas para irrigação na área específica do estudo. As terras de classe 1 são mapeadas, exceto quando somente uma designação entre classes arável e não arável for designada. Em geral, estas terras são bastante adequadas para agricultura irrigada, sendo capazes (em padrão de cultivos diversificados: grãos, forrageiras, olericulturas, fruticultura) de fornecer e sustentar produções relativamente altas de ampla faixa de culturas climaticamente adaptadas, a um custo razoável; ou em áreas de culturas específicas, manter altas produções de cultura específica adaptada. Estas terras podem ser pronta e eficientemente irrigadas tanto por aspersão como por irrigação localizada, não se recomenda a irrigação superficial em função do processo de sistematização do terreno. O solo deve ser física e quimicamente corrigido para adequar-se à produção das culturas do projeto. A capacidade de retenção de água do solo é adequada. O solo está livre de sais solúveis ou, havendo sais presentes, poderão ser facilmente lixiviados. Os efeitos da erosão devem ser minimizados adotando-se um manejo racional da irrigação, e o desenvolvimento da terra pode ser realizado a um custo relativamente baixo. Estas terras devem fornecer altas rendas líquidas para cada ha irrigado.

10.6.1.2. Classe 2 de Terra para Irrigação: equivalente a subclasse IIIe de Capacidade de Uso
São terras com aptidão moderada para irrigação, sendo inferiores às da classe 1 em capacidade produtiva e/ou exigindo custos mais altos para preparo, irrigação e cultivo. Estas terras geralmente são tão requisitadas ou valiosas quanto as de classe 1.
Geralmente, as terras desta classe quando comparadas com as terras da classe 1, têm solos com menor capacidade de retenção água, ou menor permeabilidade ao ar, água e raízes, podendo ser moderadamente salino sob irrigação, o que pode limitar a produtividade e envolver custos maiores de lavagem. Limitações topográficas podem incluir superfície irregular, que exija custos maiores para evitar processos de erosão laminar. Assim sendo, as terras desta classe devem ser preferencialmente irrigados por métodos de irrigação de alta eficiência de aplicação de água (microaspersão e gotejamento), e ser cultivados com fruticultura ou cafeicultura, a irrigação por aspersão mecanizada adequada e projetada também pode ser utilizada.
São terras com necessidades simples de correção do solo, a fim de manter a alta fertilidade do solo. Apresenta capacidade de pagamento intermediária.

10.6.1.3. Classe 3 de Terra para Irrigação: equivalente a subclasse IVe de Capacidade de Uso
São consideradas terras aráveis de baixa categoria. As terras desta categoria são aptas ao desenvolvimento sob irrigação, porém possuem apenas os requerimentos mínimos, pois podem apresentar deficiências graves de solo, topografia ou drenagem. As terras dessa classe apresentam menor capacidade produtiva, maiores custos de produção e de desenvolvimento, ou qualquer combinação desses fatores em relação a classe anterior. Embora maiores riscos envolvam a sua utilização em agricultura irrigada, quando comparadas às classes de terras anteriores (1 e 2), estima-se que estas terras possuam adequada capacidade de pagamento para atender os custos para o estabelecimento de projetos de irrigação baseada em sistema localizada (microaspersão e gotejamento) e em fruticultura ou cafeicultura.

10.6.1.4. Classe 4 de Terra para Irrigação: não há subclasse de Capacidade de Uso equivalente na área de estudo
As terras desta classe podem ter certas deficiências excessivas, que resultam numa utilização restrita para agricultura irrigada. Podem ser similares às terras de outras classes aráveis, mas apresentam deficiências mais severas ou em maior número de restrições. Tais características proporcionam menor rendimento, custo de produção e de desenvolvimento mais elevado ou combinações destes, tornando-as mais restritivas para irrigação que as terras de classe 3. Recomenda-se que essa classe seja utilizada na classificação em raras situações, em que uma quarta classe de terra arável for necessária para identificar e caracterizar adequadamente terras com arabilidade marginal. Normalmente, nestas terras são irrigados cultivos especiais ou com alto retorno econômico.

10.6.1.5. Classe 5 de Terras para Irrigação: equivalente as subclasses VIe de Capacidade de Uso.
A arabilidade das terras incluídas nesta classe não pode ser determinada pelos métodos de classificação de rotina; porém estas terras aparentam possuir valor potencial suficiente para serem separadas para estudos especiais. A designação em classe 5 é provisória, e normalmente muda para uma classe arável apropriada ou para classe 6, após completada a classificação. Se algum problema relacionado com estas terras não for resolvido, deve-se assumir que elas são não aráveis. Essas terras possuem deficiências específicas ou seja, podem ter excessiva salinidade, topografia desfavorável, drenagem inadequada, excessiva cobertura arbórea ou de rochas; ou outras deficiências severas que exijam estudos especiais de agronomia, economia ou engenharia para determinar a sua arabilidade. As terras da classe 5 são separadas somente quando as condições existentes na área exigem considerações de tais terras para a competente avaliação das possibilidades de estabelecimento de projetos de irrigação.

10.6.1.6. Classe 6 de Terras para Irrigação: não há subclasse de Capacidade de Uso equivalente na área de estudo
Inclui as terras que não atingem os requisitos mínimos para pagar os custos para o estabelecimento de projetos de irrigação. Em geral, compreende terras com alto declive, acidentadas e irregulares, ou gravemente erodidas; com solos de textura muito grossa ou fina, de pouca profundidade sobre cascalheira, camada barrenta, duripan ou rocha; terras com perfil de drenagem inadequada, e ou alta concentração de sais solúveis e sódio. As terras classificadas como de classe 6 em uma área podem ser aráveis sob condições climáticas mais favoráveis.

10.6.1.7. Classe de uso especial: equivalente a subclasse Va de Capacidade de Uso
A classe de uso especial para irrigação podem ser aptas para um uso específico sob irrigação. Uso especial portanto, implica na utilização de um método de irrigação específico para culturas específicas, como o arroz inundado, ou várzea drenada com cultivo de olerícolas irrigado por microaspersão ou gotejamento, por exemplo.
 

 10.6.2. Potencialidade das Terras para Irrigação
Como explicitado, as áreas com potencial para irrigação foram determinadas a partir da análise integrada da Capacidade de Uso e do Uso e Ocupação das Terras, pois o primeiro reflete a potencialidade natural das terras ao desenvolvimento agrícola e o segundo, a situação sócio econômica que atualmente prevalece na área de estudo.
Assim, o Mapa de Potencialidade das Terras para Irrigação (Folha 7) foi obtido através do cruzamento dos Mapas de Capacidade de Uso e de Uso e Ocupação das Terras. No Quadro 38, são apresentadas as Classes de Terras para Irrigação relacionadas às Subclasses de Capacidade de Uso das Terra, bem como, às categorias de Uso e Ocupação das Terras, formando os Grupos de Potencialidade das Terras à Irrigação

QUADRO 38 - Grupos de Potencialidades das Terras à Irrigação.

SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO
CATEGORIAS DE USO E OCUPAÇÃO DAS TERRAS
Classes de Terra para Irrigação
Subclasses de Capacidade de Uso das Terras
Culturas anuais, perenes, semi-perenes
Pastagem
Cana de açúcar
Mata
Outros usos
1 IIe P1 P2 P3 NP NP
IIes P1 P2 P3 NP NP
2 IIIe P1 P2 P3 NP NP
3 IVe P2 P3 P3 NP NP
Uso especial Va NP NP NP NP NP
5 VIe NP NP NP NP NP

.Foram definidas os seguintes Grupos de Terras com potencialidade para o estabelecimento de projetos de irrigação:

ØP1: Terras com muita alta potencialidade para o estabelecimento de projetos de irrigação. Correspondem às terras das classes 1 e 2 de Terras para Irrigação, atualmente utilizadas por culturas anuais, perenes e semi perenes em regime de sequeiro. Podem ser irrigadas por qualquer tipo de sistema de irrigação (exceto irrigação superficial - sulcos, tabuleiros, inundação etc.).
ØP2: Terras com alta potencialidade para o estabelecimento de projetos de irrigação. Correspondem às terras da classes 3 de Terras para Irrigação, atualmente utilizadas por culturas anuais, perenes e semi perenes em regime de sequeiro. Devem ser preferencialmente irrigadas por sistemas de irrigação localizada. Agrupa também as terras das classes 1 e 2 de Terras para Irrigação, atualmente utilizadas para pastagens. Podem ser destinados ao desenvolvimento de fruticultura, grãos, cafeicultura, olericultura, forrageiras, em regime de irrigação por sistemas do tipo aspersão convencional ou mecanizada (pivô central ou linear, autopropelido).
ØP3: Terras com moderada potencialidade ao estabelecimento de projetos de irrigação. Correspondem às terras das classes 1 e 2 de Terras para Irrigação, atualmente utilizadas para o cultivo de cana de açúcar. A moderada potencialidade à instalação de áreas irrigadas advém do fato da ocupação do solo atual ser a cana de açúcar. Pela própria história socioeconômica recente sobre o uso da Terra, áreas cultivadas com cana de açúcar não se transformam em áreas irrigadas.
ØNP: Terras não potenciais ao estabelecimento de projetos de irrigação. Correspondem às terras das classes 1, 2 e 3 de Terras para Irrigação atualmente utilizadas por mata, pela ocupação urbana, ou por obras civis. Também inclui as terras das classes 5 de Terras para Irrigação e de uso especial.

No Quadro 39 têm-se as áreas ocupadas por cada Grupo de Terras com potencialidade para o estabelecimento de projetos de irrigação.

QUADRO 39 - Área ocupadas pelos Grupo de Terras com potencialidade para o estabelecimento de projetos de irrigação.

POTENCIALIDADE AO ESTABELECIMENTO DE PROJETOS DE IRRIGAÇÃO
ÁREA
km2
%
P1
4,54
5,89
P2
37,97
49,31
P3
24,72
32,10
NP
9,78
12,70

Nota-se que a maioria das terras da área de estudo correspondem aos Grupos P2 e P3 de potencialidade para o estabelecimento de projetos de irrigação.
 

10.7. Conclusões e Recomendações

Os estudos realizados sobre o meio físico da área do projeto permite concluir que:
Ø No que se refere ao meio físico, a potencialidade de desenvolvimento da agricultura irrigada é de 4.251 hectares, isto é, 55,2% do total das terras aráveis; 
Ø A agricultura irrigada a ser fomentada é a fruticultura perene ou o café adensado, irrigado com sistema de irrigação localizada;
A região possui problemas com a erodibilidade dos solos, portanto o manejo das culturas nas Bacias deverá ser conduzido de forma a oferecer a máxima proteção ao solo, através de cobertura vegetal ou morta e do aumento da capacidade de infiltração de água no solo.
Ø No que se refere ao meio físico, a potencialidade de desenvolvimento da agricultura irrigada é de 4.251 hectares, isto é, 55,2% do total das terras aráveis; 
Ø A agricultura irrigada a ser fomentada é a fruticultura perene ou o café adensado, irrigado com sistema de irrigação localizada;
A região possui problemas com a erodibilidade dos solos, portanto o manejo das culturas nas Bacias deverá ser conduzido de forma a oferecer a máxima proteção ao solo, através de cobertura vegetal ou morta e do aumento da capacidade de infiltração de água no solo.
 


 
 
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