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"FEEDBACK" É TERMÔMETRO PARA CHECAR DESEMPENHO |
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o seu trabalho está agradando ao seu chefe ou se está de
acordo com as metas da empresa? Se nunca há "feedback",
ou seja, um retorno sobre o seu desempenho, há algo de errado aí.
O funcionário precisa de algum parâmetro sobre o seu trabalho por dois motivos: para andar no caminho certo ou corrigir falhas e para não ser surpreendido, da noite para o dia, com uma demissão inesperada. Por isso o "feedback" é um dos métodos que costumam agradar aos funcionários e trazer resultados. E não há necessidade de formalidades: um bate-papo periódico já dá conta do recado. Segundo Marcelo Mariaca, 53, sócio da Mariaca & Associates, esses retorno não deve acontecer mais de uma vez por mês para que não seja visto como uma atitude controladora. "É bom ter opiniões sobre seu desempenho. Ter só um sorriso como termômetro de seu trabalho é um horror". Segundo pesquisa realizada pela empresa de consultoria norte-americana McKinsey, o "feedback" pode acelerar o desenvolvimento das empresas e funciona como suporte para profissionais. SINTONIA O problema é que essa prática ainda não é constante em muitas empresas. A mesma pesquisa mostra que apenas 4% dos executivos entrevistados afirmam que suas empresas comunicam bem seus defeitos e suas qualidades. "É preciso saber como falar para não acabar ficando com a história de que as pessoas só aprendem quando são apontados os erros. Isso também acontece quando há elogios", afirma Ana Maria Cadavez, consultora da KPMG. Para que haja sintonia, é importante que o chefe e o funcionário adotem certas posturas. A avaliação deve ser específica. É melhor indicar qual o erro e como melhorá-lo, em vez de dizer somente que está tudo errado. "Se o "feedback" for utilizado de forma adequada e constante, a expectativa dos funcionários diminui, os resultados da orientação começam a ser percebidos e ninguém leva para o lado pessoal", afirma Ana Maria. Caso o chefe não esteja habituado a dar esse retorno, a recomendação dos consultores é a de que o funcionário pode - e deve - pedir suas opiniões. Como dar o "feedback"... ... e como receber |
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Lia Regina Abbud. Folha de São Paulo, 06/12/98, p. 6.13 |
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