Maioria desconhece problemas ambientais, aponta pesquisa
Boa parte da população ilhense desconhece a existência de problemas ambientais no município. Os dados foram obtidos por meio pesquisa realizada por Mansa Scarparo Camacho, Técnica em Meio Ambiente, formada pelo NEP. O trabalho, de conclusão de curso, mostra ainda que, para aqueles que sabem dos problemas ambientais, a queimada é o principal deles.
Para determinar a percepção da população sobre problemas ambientais no município, foram entrevistadas 170 pessoas, cerca de 0,70% da população, de abril junho de 2007, por meio de questionários distribuídos nas áreas Norte e Sul, tendo como base o núcleo central.
Duas perguntas foram realizadas sem a interferência do entrevistador na resposta. A primeira pergunta “Em sua opinião, a cidade apresenta algum problema ambiental?”. As alternativas de resposta foram Sim ou Não. Em caso de resposta afirmativa, realizou-se a segunda pergunta: Cite qual (is) é (são) esse (s) problema (s).
O resultado do levantamento foi que, 54% dos entrevistados reponderam que Ilha Solteira “Não” apresenta problemas ambientais. “Sim”, apenas 46%, o que significa que para mais da metade da população não existe nenhum problema ambiental a ser mencionado. Pelas respostas, observou-se que as queimadas foram os problemas que apresentaram maior preocupação pela população.
Isso porque, entre os 10 mais lembrados, esse problema aparece duas vezes, como “Queimadas” e “Queimadas de cana”. Juntas, representaram 27,18% das respostas. Mau cheiro do esgoto representou 12,62%, ficando em segundo lugar nas respostas e sujeira nas ruas 11,65%, em terceiro. O trabalho ainda esclarece que esses problemas mais citados podem ser explicados por atingirem diretamente a população, sendo problemas do dia-a-dia e próximos ás suas casas.
O trabalho também destacou que 9,71% responderam que sabem dos problemas ambientais, mas não souberam citar nenhum. O fato da maioria da população desconhecer os problemas ambientais foi considerado preocupante pela técnica em meio ambiente, pois são questões que afetam diretamente a qualidade de vida dos habitantes.
Seu desconhecimento pode contribuir para um processo de degradação ambiental regional e de saúde pública sem que os munícipes consigam perceber tais mudanças e sem saber como poderiam contribuir para evita- las’, concluiu Mansa Scarparo Camacho. O trabalho foi orientado pelo professor Maurício Augusto Leite, da UNESP.
Jornal da Ilha, Ilha Solteira, 27 de junho de 2009